Linha do tempo dos processadores AMD

A segunda maior fabricante de processadores do mundo está cada vez mais forte. Conheça os protagonistas desse sucesso;

 

A AMD foi fundada em 1969, construindo seu escritório central no estado da Califórnia, EUA. Em 1970, a empresa lançou seu primeiro produto, o AM2501, um chip que fazia cálculos lógicos. Foi o começo de uma estrada de sucesso, que pode ser observada hoje, já que a empresa faz frente aos processadores mais poderosos da Intel, inclusive causando muita polêmica sobre qual das duas empresas fabrica os melhores equipamentos.

Linha do tempo

 

Am386 –

Foi o primeiro processador da AMD a fazer sucesso, e teve seu lançamento em 1991. Ele era um clone perfeito do 80386 da Intel. Surpreendentemente ou não, o Am386 vendeu milhões de unidades em questão de meses. Estava dada a largada para a competição do mercado de processadores.

Em seguida, a AMD desenvolveu o Am486 e o Am5x86, que se mostraram perfeitos como alternativas baratas para os processadores Intel, que eram um pouco mais poderosos, mas muito mais caros, em contrapartida os três modelos  – Am386, Am486 e Am5x86 – foram todos desenvolvidos através de engenharia reversa a partir de processadores Intel, o que se tornava um processo inviável conforme o passar do tempo.

 

A geração dos “Ks”

 

Era chegada a hora de a AMD tomar uma atitude, e ela tomou: abandonou a engenharia reversa e lançou mão do know-how adquirido nos anos de “sombra da Intel” para lançar seu primeiro processador, criado completamente do início pela equipe da empresa. Nascia o K5.

 

 

K5 / 6×86 –

Foi o primeiro processador x86 desenvolvido totalmente pela AMD, lançado em 1996, o K5 chegou ao mercado para competir com a primeira versão do Pentium. Era inferior ao Pentium em alguns aspectos (como o fato de ele não possuir instruções MMX, que o Pentium tinha em sua primeira verso o Pentium MMX), e por outro lado era superior em outros. Veja as principais características do K5:

 

 

– Arquitetura RISC, 6 unidades pipeline;

– execução de instruções fora da ordem nas duas canalizações de inteiros;

– pool de instrução 4 vezes maior que o Pentium;

– Memória cache de 16KB, cache de dados de 8KB;

– mapeamento de memória associativa por conjuntos de 4.

 

K6 / 6x86MX –

Lançado em 1997 foi considerado um sucesso por causa de sua avançada tecnologia e baixo custo se comparado com o processador Pentium II produto lançado pela Intel na época, entre as características desse processador estão:

– 64Kb de memória cache L1 (o dobro do Pentium II);

 

– Mais decodificadores de instrução (4, um a mais que o Pentium II);

– Mais unidades de execução de operações com inteiros (6 unidades);

 

– O K6 possuía instruções MMX e utilizava o Socket-7.

K6-2 –

Depois do K6, os usuários que gostavam de economizar foram brindados com uma evolução, o K6-2, que obteve aceitação altíssima do mercado e dos consumidores. Ele também foi lançado para competir com o Pentium II, e foi o primeiro processador a vir com instruções SIMD (Single Instruction, Multiple Data), rebatizadas de 3DNow! pela AMD. A nova tecnologia aumentava o desempenho do processador, mas não obteve muito sucesso.

O fim dos “Ks”

Athlon (K7) –

Também chamado de K7 o micro-arquitetura de sétima geração e o barramento de sistema de largura de banda grande do processador AMD Athlon foi lançado em 1999, permitem que ele alcance níveis de desempenho nunca antes atingidos por um processador x86. O processador AMD Athlon ultrapassa de maneira significativa os processadores x86 de gerações anteriores, incluindo a família de produtos Pentium III da Intel, e fornece o mais elevado desempenho existente para inteiros, ponto flutuante e multimídia 3D para plataformas x86.

Athlon XP –

Em 2001, foi lançado o Athlon XP, para competir com o Pentium III. Ele tinha números de modelos dados a partir da comparação de seu desempenho com o modelo Thunderbird do Athlon Classic. As velocidades de clock variavam dos 1333 a 1533 MHz, com nomes de modelo como 1900+ e 3100+. Apesar de não fazer oficialmente referência ao Windows XP, o nome Athlon XP foi automaticamente associado àquela versão do Windows, já que ambos foram lançados na mesma época. Oficialmente, o XP dos processadores significava “Extreme Performance”.

Athlon 64 –

O Athlon 64 é um dos membros da nova geração (K8) de processadores, que começaram a chegar com a tecnologia 64 bits incorporada. Essa geração também teve uma mudança na forma como o barramento do sistema funciona, recebendo a tecnologia HyperTransport. A tecnologia 64 bits foi desenvolvida inicialmente para o mercado de servidores, mas logo chegou às mãos dos usuários finais, em processadores domésticos.

 

Athlon 64 X2 –

Pouco tempo depois de lançar o Athlon 64, a AMD criou seu primeiro processador com dois núcleos, que é o Athlon 64 X2. Trata-se de um processador com dois núcleos do Athlon 64 no mesmo chip. Como ficou redundante mencionar a tecnologia 64 bits, já que ela passou a estar presente na maioria dos processadores, a AMD parou de usar o “64” no nome dos processadores, renomeando as novas edições para Athlon X2 somente, para representar a quantidade de núcleos.

 
Phenom – 

 

 A décima geração de processadores da AMD possui uma gama enorme de modelos e características diferentes. Os modelos Phenom (vindo da palavra inglesa phenomenal, que quer dizer fenomenal), estão disponíveis em versões com 3 ou 4 núcleos. Seu sucessor, o Phenom II, foi lançado em 2008, já com suporte a memória DDR3 e conector AM3. O Phenom II é um dos mais rápidos processadores da AMD, com cache L3 de 6 MB, em contrapartida aos 2 MB do seu antecessor.

A AMD considera os Phenom X4 os primeiros quad core reais, já que esses processadores possuem um núcleo monolítico (todos os núcleos estão no mesmo die). O Phenom trabalha com soquete AM2+, é possível conectar um Phenom a um soquete AM2, porém acarretará perda de desempenho (considerada irrisória) devido à redução do barramento de 4GT/s para 2GT/s, e perda de perfis de economia de energia.

 

 

Fusion –

A nova geração de processadores AMD Fusion promete impactar sobre o usuário de PCs modernas num amplo leque de experiências de energia, cômputo e mídia. Analisemos o que este processador de nova geração oferece para o mercado mainstream. Projetado por expertos para as demandas de softwares visuais, o APU combina novos núcleos de CPU de 40 nanômetros x86 com as engines de gráficos visuais de um GPU, tudo num único chip. O APU não apenas alcança um desempenho superior e eficiência combinando o CPU e o GPU num só chip, mas também permite fatores de forma de bom estilo através do seu tamanho reduzido e baixo consumo de energia.

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Publicado em 4 de novembro de 2011, em TechZubsi. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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